Não sou muito bom a explicar coisas, especialmente coisas essencialmente desenvolvidas por mim…
A verdade é que eu não acredito no poder de Deus… Acredito sim no poder da alimentação e no poder da mente humana…
Eu já tive esperança em Deus, passei horas a invocar o Seu nome, passei horas a rezar-Lhe, passei horas a implorar pela Sua ajuda e nada…
Sofri por muito tempo e foi difícil, mas hoje agradeço por isso…
Nessa má fase da minha vida isolei-me um pouco, fiquei á margem de tudo que acontecia à minha volta… Mas isso não é mau, enquanto estive de fora conheci o meu “Eu” e com isso descobri o mundo e tudo que o envolve.
Calado, ouvia melhor… Surdo, via melhor… Cego, ouvia melhor…
Nessa má fase aprendi a distinguir o bem do mal, aprendi a compreender os comportamentos das pessoas e como tal caracterizá-las na perfeição.
Aprendi que tudo tem vários significados e que não podemos mudar a realidade. Podemos sim criar uma…
Temos capacidade para sonhar, imaginar, partilhar, desejar e tantas outras coisas que chegam para manter a chama dentro de nós acesa. É mesmo verdade!
Por isso baptizei estes textos com o nome de Poesia Gráfica. Não a considero uma poesia comum…
É uma poesia que não serve simplesmente para mexer na mente do leitor, serve mais para ajudar a perceber o que é e o que se pode mesmo fazer. Algo ligeiramente esquecido.
A cada texto que escrevi imaginando algo, aprendi sempre coisas novas.
A mente humana é brilhante, qualquer uma…
Com ela podemos fazer aquilo que quisermos sem chatear ninguém.
O essencial que aprendi foi que a vida não pode ser só feita de coisas boas. Assim arriscamos perder a noção do que é real…
A vida é feita de coisas boas e coisas más, é o equilíbrio nocivo.
As coisas boas fazem-nos ficar bem e dão-nos vontade de ficar quentinhos num sítio qualquer. As más são o catalisador necessário para descobrir todas as verdades…
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