Uma noite adormeci e depois acordei no meio do nada. Estava frio e escuro e Sentia-me nu, apenas abraçado pela escuridão.
Estava sozinho, a cair...
As lágrimas lavavam-me a cara e eu não queria parar de chorar. Estava a saber bem.
Para qualquer lado que olhasse via sempre o mesmo, Escuro, escuro e escuro.
Tive tanto medo, pedi ajuda, mas não havia ninguém lá.
Então gritei em pânico! Mas continuava a não haver ninguém para me socorrer.
No meio daquilo tudo eu só conhecia duas coisas, o medo e o frio.
Alguma vez se sentiram tão sozinhos ao ponto de o mundo parecer completamente desconhecido? Eu senti isso.
Aquele buraco não tinha fim... Assim como a dor que eu estava a sentir.
Em segundos vi toda a minha vida.
Rostos queridos iluminavam a escuridão por instantes. Mas só serviam para aumentar mais o meu tormento.
Continuava em queda livre até que cai na água. Pensei que estava a salvo mas não.
Estava paralisado e não me conseguia mexer, por isso afundei lentamente.
Sentia-me morto mas morri de olhos abertos, podia ver pessoas na superficie acenando, despedindo-se de mim.
Umas choravam, umas sorriam e outras sentiam pena.
Eu não queria ir mas algo me imobilizava e puxava. Foi a sensação mais demolidora que presenciei: a futilidade.
Ver pessoas queridas dizer adeus sem poder fazer nada, caindo no fundo do esquecimento!
O sofrimento era tanto que não tinha forças para nada, estava tão cansado. Só queria que aquilo acabasse de uma vez por todas!
Foi então que vi uma luz alcançando-me lentamente e ouvi uma voz suave dentro da minha cabeça que me disse:
-Chora tudo que tens a chorar, resiste e mantém-te paciente.
Não percebi o significado daquilo.
Finalmente o meu corpo parou no fundo, na areia daquele suposto oceano.
Sabem o que eu senti? Absolutamente nada.
Deitados a meu lado estavam aqueles que haviam passado na minha vida e seguido. Com os olhos fechados.
Eram tantos que já não me recordava de metade. Então vi o rosto da pessoa que o meu coração segue.
Tudo mudou nesse momento.
O meu coração voltou a bater, as minhas mãos tocaram-lhe e senti-me vivo de novo.
Abraçei-a mas algo me puxou para fora da água.
Á medida que era puxado aqueles rostos ficavam pequenos e longe!
Gritei mas desta vez não foi com o pânico mas sim de raiva!
Deus estava-se a vingar de mim, a brincar comigo... E faz isso porque sabe que eu não o posso alcançar...
Mas sabem que mais? Continuo vivo e estou aqui!
Estava sozinho, a cair...
As lágrimas lavavam-me a cara e eu não queria parar de chorar. Estava a saber bem.
Para qualquer lado que olhasse via sempre o mesmo, Escuro, escuro e escuro.
Tive tanto medo, pedi ajuda, mas não havia ninguém lá.
Então gritei em pânico! Mas continuava a não haver ninguém para me socorrer.
No meio daquilo tudo eu só conhecia duas coisas, o medo e o frio.
Alguma vez se sentiram tão sozinhos ao ponto de o mundo parecer completamente desconhecido? Eu senti isso.
Aquele buraco não tinha fim... Assim como a dor que eu estava a sentir.
Em segundos vi toda a minha vida.
Rostos queridos iluminavam a escuridão por instantes. Mas só serviam para aumentar mais o meu tormento.
Continuava em queda livre até que cai na água. Pensei que estava a salvo mas não.
Estava paralisado e não me conseguia mexer, por isso afundei lentamente.
Sentia-me morto mas morri de olhos abertos, podia ver pessoas na superficie acenando, despedindo-se de mim.
Umas choravam, umas sorriam e outras sentiam pena.
Eu não queria ir mas algo me imobilizava e puxava. Foi a sensação mais demolidora que presenciei: a futilidade.
Ver pessoas queridas dizer adeus sem poder fazer nada, caindo no fundo do esquecimento!
O sofrimento era tanto que não tinha forças para nada, estava tão cansado. Só queria que aquilo acabasse de uma vez por todas!
Foi então que vi uma luz alcançando-me lentamente e ouvi uma voz suave dentro da minha cabeça que me disse:
-Chora tudo que tens a chorar, resiste e mantém-te paciente.
Não percebi o significado daquilo.
Finalmente o meu corpo parou no fundo, na areia daquele suposto oceano.
Sabem o que eu senti? Absolutamente nada.
Deitados a meu lado estavam aqueles que haviam passado na minha vida e seguido. Com os olhos fechados.
Eram tantos que já não me recordava de metade. Então vi o rosto da pessoa que o meu coração segue.
Tudo mudou nesse momento.
O meu coração voltou a bater, as minhas mãos tocaram-lhe e senti-me vivo de novo.
Abraçei-a mas algo me puxou para fora da água.
Á medida que era puxado aqueles rostos ficavam pequenos e longe!
Gritei mas desta vez não foi com o pânico mas sim de raiva!
Deus estava-se a vingar de mim, a brincar comigo... E faz isso porque sabe que eu não o posso alcançar...
Mas sabem que mais? Continuo vivo e estou aqui!
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